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22 de dezembro de 2012

Mais frio que o gelo

Sei que alguns dias se passaram sem que eu ao menos olhasse para o sol.
As vezes anoite (lá pelas cinco da tarde), após ter passado o dia todo escrevendo, eu costumava sair para dar uma volta pelo bairro, que se chama Martinsviertel (ou quarteirão do Martin).
O bairro foi construído em meados de 1500, tem esse nome em homenagem a Martinho Lutero, e claro, tem uma Martinskirche no meio.
É a parte mais antiga da cidade e também a única que nao foi completamente destruída pelas bombas aéreas no ataque de 11 de setembro de 1944.
Caminhar por essas ruas sempre me trouxe uma enxurrada de reflexões... Deus, a vida, a guerra, família, amor, futuro...
E depois de tanto pensar e escrever, e escrever e pensar... Entreguei a primeira versão da dissertação na mão do meu orientador, antes do natal, como ele havia solicitado. Aguardo agora a versão toda borrada de caneta vermelha com as milhares de correções que virão...

mega ISO... granulação. 

O sol? 

Fazer isso com luvas nao dá muito certo. Horizonte todo torto. 

16 de dezembro de 2012

Questao de gosto nao se discute...

Eu gostei mais deste:

Bugatti Veyron Grand Sport, 2008


23 de novembro de 2012

Sinal de vida

Ah eu queria ter uma explicação para o meu sumiço que fosse além da pilha de serviço que me espera ali na mesa...
Seria muito mais legal dizer: oi pessoal, nao estive postando muito por esses dias porque estive em uma viagem super legal de volta ao mundo... 
Mas essa nao é a realidade... pelo menos a minha.
Estou nos grand-finales da minha tese, que precisa ser terminada mês que vem. A maior parte das minhas energias literárias tem sido gastas nela ultimamente...
E quem é que vai para o Brasil no final do ano? Eu é que nao. Infelizmente, estou com uma restrição de visto que nao me permite sair da Alemanha por enquanto. Natal em casa, seria um milagre que eu gostaria de ter.
Novidades? Tomei vergonha na cara e voltei a estudar alemão - aproveitando enquanto ainda me é de graça...
Quero agradecer toda a atenção e o carinho de quem escreveu para dar um oi enquanto eu estava sumida... É muito bom ser lembrada.

E enquanto isso no Google Analytics...

Alguém de Ponta Grossa procura "porque casar com uma engenheira". - Para ela consertar o computador, o carro, e quais quer outros equipamentos eletrônicos que você tiver em casa... 
Alguém em Almada faz busca pelos "segredos das mulheres brasileiras".
Gente em Sao Paulo, Montes Claros, Rio de Janeiro e região de Goiânia buscam por "mulheres engenheiras". - É algum tipo de novo estereótipo? 
Outro em Recife busca pela "engenheira chique" e um romântico de Campinas pela "engenheira amor".
E em Belo Horizonte alguém que sabe da verdade busca por "chique é ser engenheira"!

- eu me divirto com essas estatísticas!

3 de outubro de 2012

Engenharia e filosofia

Pois foi um e-mail que meu pai me enviou na semana passada que me fez refletir...

Reologia nao é a ciência que estuda os relógios, mas sim um ramo específico da mecânica dos fluidos.  Quem trabalha nessa área deve conhecer um tal de Número de Débora:

De = tc/tp

onde tc representa o tempo de stress e tp o tempo de observação. A interpretação desse número é que, dado um tempo longo o suficiente, todas as coisas fluiriam como líquidos. E é daí que vem o nome Débora, devido a um verso bíblico onde a juíza Débora diz que "as montanhas se derretem na presenca do Senhor".
...
...
ahhh o que? 

O número de Débora é uma medida do stress em relação ao tempo. Ele é usado para caracterizar o quanto um material se acomodaria ao ambiente de acordo com as condições específicas.
...
...
humm, ok e daí? 

Aí que entra a parte da filosofia...
Dado um tempo de observação suficientemente maior que o stress, as forcas internas se tornam grandes o bastante para que haja uma acomodação. Ou seja, toda tensão enfrentada, apenas é motivo de stress caso seja observada a um curto prazo. O número de Débora me fez pensar que se esperarmos o tempo determinado, todas as coisas fluirão livremente. No final, nao é uma questão de quão grande é o seu stress, mas sim em quanto tempo as coisas irão se acomodar...
Deu para entender alguma coisa?

13 de julho de 2012

Ah, sim! Agora eles gostaram...

Papai e irmãozinho no encontro da Ferrari em Fulda...
Todos os anos, os donos dessas belezuras viajam para promover um desfile e deslumbrar a população local.
Este ano o encontro contou com cerca de 90 participantes, ou seja, 90 Ferraris rodando pelas ruas de Fulda lentamente... Um show para quem curte carros!





2 de julho de 2012

Diferentes pontos de vista

Para alguns é uma forma de energia limpa.
Para outros é algo que estraga a paisagem.
Para mim é um lindo catavento gigante!
Amo olhar para essas turbinas girando lentamente no horizonte...



17 de junho de 2012

Motivação que vem do sangue...

Para quem nao sabe, meu pai também é um engenheiro e meus irmãos estão seguindo este mesmo caminho. Conseguir separar família e trabalho é para mim algo fora de cogitação. Em tudo o que eu faco eles fazem parte também. Ou pelo menos era assim quando eu morava no Brasil. Em cada apresentação, participação em congressos, conferencias, era só olhar para a primeira fila que meu pai estava lá me apoiando e tirando algumas fotos.
Eu me vi sem esse privilégio pela primeira vez quando participei de um congresso no Canadá em 2009 (explico aqui). De lá para cá, vim me acostumando, com a falta de minha família e amigos, com o trabalho em inglês - em alemão ainda nao... Mas confesso que essas coisas são obstáculos adicionais a serem superados quando de deseja construir uma carreira fora de sua terra.
Esta semana, precisei dar uma apresentação sobre meu tema de pesquisa para o instituto que financia o meu projeto. A minha ansiedade me fez chegar lá com uma hora de antecedência e aquele friozinho na barriga... Mas, ao entrar no prédio, fui recebida por um moco que me pergunta:
- Você é brasileira?
Ahhhh! Um brasileiro também trabalhando aqui! Que legal!
Esqueci o nervosismo na hora. Como é bom ter alguém do mesmo sangue por perto, poder bater um papo em português...

9 de maio de 2012

Vamos que vamos...

Depois de passar o dia todo trabalhando, entre reuniões e simulações, ainda tive que passar no centro correndo para fazer algumas comprinhas.
Isto porque amanha preciso dar uma palestra em Berlin, então achei que precisava estar apresentável.
Por ser mulher, eu amo fazer compras. Mas, por ser engenheira, eu odeio gastar dinheiro ou perder tempo nas lojas.
Acho que isso dá um equilíbrio interessante... Em apenas 40 minutos, eu fui ao shopping, achei umas promoções e comprei tudo o que eu precisava, bom e barato. Simples assim.
Arrumar malas? Nao, nenhuma! Para ficar apenas dois dias fora, vou apenas com minha bolsa a tira colo mesmo. Praticidade em primeiro lugar.
Quando se viaja sozinha de trem, a melhor coisa é nao ter muito o que carregar.
Então vamos que vamos, amanha Berlin!


12 de abril de 2012

Questão de tempo...

 4 meses obtendo novos resultados.
 3 semanas para agendar uma reunião.
 2 horas me preparando para a reunião.
 20 minutos de conversa com o chefe...

- E ae, como que foi a sua reunião? 
- Ah, normal, uns 20 minutos de conversa. 
- 20 minutos! Tao longa assim?! Você bateu o record! 


O pessoal por aqui nao perde tempo mesmo...
E dessa vez, eu estou cansada de novo... vou nanar. Boa noite para quem fica...

9 de abril de 2012

Nuclear tests


along the time and around the world...


29 de março de 2012

Ainda bem que amanha é sexta-feira...

- O HD do meu computador de serviço pifou.
- Depois as entradas USB nao respondiam.
- O cluster com problemas de novo,  os meus processos nao entram na fila.
- Perdi dados de uma semana de simulação.

Mas amanha é sexta...
Para noooooossa alegria! (quem nao entendeu clica aqui)

Apenas por curiosidade, resolvi checar os dados do Analytics para ver por quais fontes de tráfico as pessoas tem chegado ao Blog e me surpreendi bastante.
Algumas pessoas encontraram o blog buscando no Google por receitas culinárias, outras por informações sobre a Alemanha e outras, pelas palavras mais inusitadas, como por exemplo:
paredes pintadas (talvez a pessoa procurasse por reformas?)
carrinho de descer a montanha (deve ser como o Bahn que tem em Wasserkupe)
agua escorre do apartamento (ah, isso sim já aconteceu lá em casa)
primos com primas (em qual sentido?)
ashley flores foi encontrada  (eu também já descobri isso)
gente engenheiro casar com engenheira ganha muito?  (hahahahah essa eu tive que rir

9 de março de 2012

Stress pós férias

Um dia. 
Eu tirei apenas um dia de férias, desde outubro do ano passado, quando fui visitar minha família no Brasil.
Mesmo entre natal e ano novo eu trabalhei.
Agora que voltei de Londres, descobri que justo no meu um dia de férias, os meus chefes resolveram que era o dia de me escrever vários e-mails sobre pepinos e mais pepinos... E eu não estava lá para responder...
Ainda bem que eu sou uma pessoa antiga e não tenho um Smartphone. Caso contrário eu teria lido esses e-mails antes e não teria tido nenhum dia de férias.

18 de fevereiro de 2012

Oportunidades: Mestrado na Alemanha

Muita gente gostaria de ter a oportunidade de estudar fora durante o mestrado. É uma época boa, na minha opinião, pois nesta idade já se tem uma certa maturidade necessária para enfrentar os desafios que virão. Gostaria de fornecer aqui algumas dicas para quem escolheu a Alemanha para este tipo de aventura. Infelizmente, apenas posso fornecer informações relativas a minha área: engenharia mecânica. Não sei se para outros cursos funcionaria diferente...
Existem dois caminhos para se estudar fora: tendo uma conexão com alguma universidade brasileira,  ou vindo por conta própria. 

O primeiro caminho é o mais fácil. O aluno já inscrito em algum programa de mestrado no Brasil, em alguma das universidades conveniadas com alguma universidade alemã, pode vir participar de intercâmbios desde que o orientador estabeleça algum projeto de cooperação, ou pesquisa em conjunto com os pesquisadores desejados. Eu digo que este caminho é o mais fácil porque o aluno, quando membro de uma universidade conveniada, não tem grandes problemas com documentação, etc... 
E quais universidades são conveniadas? Eu sei que a UNICAMP e a USP possuem convênios com a Universidades Técnicas alemãs. Mas podem existir outros convênios que eu não conheça... O aluno interessado deve conversar sobre isso com seu orientador e com o setor de relações exteriores da sua universidade. 
Com relação a bolsas, o aluno que vem por uma universidade conveniada, ainda no Brasil, pode aplicar por uma bolsa do projeto ERASMUS, DAAD, ou então os velhos CAPES; CNPQ ou FAPESP.  Aí é como jogar bingo. Pode ser que se consiga a bolsa, pode ser que não. Depende do projeto, do orientador, das suas publicações, etc...  

O segundo caminho, mesmo que mais complicado, é na minha opinião o melhor. É mais complicado vir estudar sem estar conveniado a alguma universidade no seu país de origem porque muitas vezes, os departamentos por aqui solicitam comprovantes de verificação da instituição que o aluno obteve o seu degrau anterior. É necessário se traduzir o diploma e o histórico escolar. Dependendo a faculdade que foi cursada no Brasil, a universidade alemã também solicita um certificado internacional que pode ser obtido em escritórios como o WES (Wolrd Education Service) de New York, confirmando que a sua faculdade no Brasil realmente existe, e que tudo o que você aprendeu por lá é equivalente ao que é ensinado por aqui. 

Se é tao complicado assim, porque eu digo que é melhor? Para começar, se você cursa o mestrado integralmente por aqui e consegue uma bolsa alemã, o valor da bolsa alemã é superior ($$$).  Segundo, os melhores projetos não são dados para estudantes que fazem o chamado "sanduiche".  Um aluno que vem com vínculo no exterior precisa prestar contas a sua instituição de origem e os interesses ficam meio divididos. Sendo assim, alguns professores evitam alunos que não são 100% seus, porque eles acabam precisando de mais orientação e tempo em comparação aos outros. 

E como se consegue uma bolsa alemã? Você primeiro precisa escolher sua área de interesse. Entre no site da faculdade, localize o departamento que trabalha em tal área de pesquisa, o orientador que lhe agrada e escreva um e-mail se apresentando, informando dos seus interesses. Envie seu currículo em anexo (nos moldes europeus e em inglês). Aí as negociações começarão. Bolsas por aqui tem para quem precise. Para conseguir uma, ter publicações e experiencia de pesquisa no ramo ajuda muito (a tal da iniciação cientifica). Pode ser que o professor solicite uma entrevista (em pessoa ou por telefone), ou período de experiencia (3 meses) na Alemanha. Nessas horas, falar alemão, ou ter um inglês fluente é essencial!

Seja qual for a sua escolha, estudar fora envolve a superação de uma série de desafios que vão aparecer logo nos primeiros dias. Antes de tudo é necessário se ter muita coragem, determinação e uma certa dose de paciência... 

Pretendo nos próximos dias escrever sobre os custos de vida para estudantes por aqui... 

10 de fevereiro de 2012

Comumente encontradas em professores...

Tipo 1:  Síndrome de Wikipédia
-Olá professor, posso fazer uma pergunta?
- Sim, claro!
- Eu estou usando o método A para analisar os parâmetros alfa, beta e depois...
(em algum ponto nos primeiros 7 segundos ele te interrompe)
- O método A foi criado na Universidade tal, pelo meu colega que escreveu um paper importante e depois foi para a conferencia XYZ. Esse método é muito útil para ... ..... .....
(meia hora depois)
- Respondi sua pergunta? 
(Pergunta? Eu consegui fazer alguma?)

Tipo 2: Complexo de Google
- Professor, estou com um problema ao aplicar o método A para ....
(ele te interrompe, como de costume)
- O método A é aplicado no paper de Fulano para analisar o parâmetro alfa, também é usado no paper do Ciclano para quantificar os valores de beta e também ... ... ... 
(depois de citar umas 20 referencias)
- Você pode dar uma olhadinha nesses papers e vai encontrar a solução para o seu problema, ok? 

Tipo 3:  Síndrome de Anti-virus
Você está lá calmamente trabalhando e de repente ele aparece e te pergunta algo completamente fora de contexto. Você responde qualquer coisa, antes de ter entendido a pergunta, e ele desaparece com a mesma velocidade.

25 de janeiro de 2012

Bonn

Acabamos de voltar de Bonn, uma cidade um pouco ao norte, duas horas daqui. Fomos, eu e o pessoal da faculdade, para um jantar e uma reunião importante.
Bonn é a antiga capital da Alemanha, mas eu não conheci nada além das maçanetas douradas e o carpete azul decorado do hotel. E no final, eu ainda tentei ajuntar o pessoal para uma foto... Mas a pressa era tanta, que os professores entraram correndo no ônibus e não teve foto nenhuma...

24 de janeiro de 2012

Oportunidades: Pesquisa na Alemanha

Posicoes em aberto para doutorado e pos doutorado na area de engenharia mecanica em uma universidade bastante conceituada na Alemanha.
Maiores informacoes, clique nos links abaixo:

Pesquisador assistente

Pos doutorado em qualidade de imagem

Assistente de pesquisa em sistemas de voo e controle autonomo

17 de janeiro de 2012

Teclas da vida

No meu escritório, o sistema operacional do meu computador é Suse, um tipo de Linux. O mais legal do Linux é a tecla Tab. Como os comandos são, na sua maioria, comandos de texto, o Linux armazena os mais recentes ou populares, e, para faze-los novamente basta digitar as primeiras letras e apertar Tab. Assim, para realizar as tarefas, eu não preciso digitar tudo, apenas os comecinhos, e ir teclando Tab, Tab, Tab... É muito mais rápido!
Que bom seria se a vida tivesse também uma tecla Tab! Era só começar, apertar o Tab e tudo estaria pronto!

16 de janeiro de 2012

Segunda-feira

Acordar.
Lembrar que o final de semana acabou.
Voltar a dormir.
Lembrar que tem uma reunião as 9:00 am.
Correr para pegar o ônibus.
Trabalhar.
Trabalhar.
Trabalhar...


Voltar para casa. 
Planejar o próximo final de semana.

15 de janeiro de 2012

Emprego na Europa?

Algumas pessoas que conheço pensam que ao sair do Brasil, o único lugar que conseguiriam trabalho é no McDonalds. Hoje, isso não é mais verdade. É possível que se de continuidade a sua carreira profissional no exterior, principalmente  quando se é ainda jovem. Obviamente, ter noções básicas sobre a cultura local, alguns contatos e referencias ajudam muito. Mas o essencial é comunicação. Inglês fluente, ou então conhecimentos da língua local são imprescindíveis. O caminho mais simples, é se engajar primeiramente em algum curso de línguas ou especialização, enquanto se adquire segurança e experiencia no novo ambiente. A partir daí então, algumas ferramentas eletrônicas passam a ser de grande ajuda na procura de novas oportunidades. Algumas delas, vou citar aqui:

Perfis profissionais: 

Cursos de Idiomas (região de Frankfurt):  

Universidades
TU Darmstadt (engenharias, arquitetura e ciências exatas)
Heidelberg (direito, biologia, química, economia, entre outros)
Frankfurt (Línguas, economia, entre outros )