Coisas que somente alguém longe de sua pátria pode ententer:
- O que significa "um dia bonito".
- A falta do sol.
- O sabor de um prato de arroz com feijao e bife na hora do almoco.
- Encontrar amigos que também falam a sua língua - e logo esses se tornam irmaos.
- Poder falar o que quizer em público sem ser compreendido - mas tome cuidado com isso.
- O brilho do verde e amarelo.
- A espera pela primavera.
- A busca pela passagem mais barata.
- Ajuntas encomendas e presentes para a família que mora no Brasil durante o ano inteiro.
- (Tentar) colecionar chocolates.
- Aniversários sem a família.
- Natal sem a família.
- A emocao da aterrisagem.
- Ver fotos das criancas no Brasil crescendo pela internet.
- Dormir de janela aberta e sem grade.
- Mudanca no conceito de frio.
- Receber uma visita.
E aí o que mais???
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5 de abril de 2013
9 de março de 2013
Túnel do Tempo # Eu e meus irmãos tivemos uma infância feliz...
E talvez seja esse o motivo pelo qual as vezes me retoma um certo saudosismo...
Nas paredes: cinco dedinhos estampados em marrom, algumas marcas de bola e giz de cera.
No chão: cadernos, carrinhos, bonecas, tênis e meias.
O estrondo precedente essa tempestade nao deixava dúvidas que nós três acabávamos de chegar da escola.
Famintos e falantes, sentávamos a mesa onde aguardávamos o melhor cardápio gourmet cinco estrelas: a comidinha da mamãe.
Os dias se passavam lentamente. Um ano letivo parecia uma eternidade.
Assistíamos desenhos, jogávamos super Nintendo, nao tínhamos celular ou computador.
Bebíamos água da torneira, comíamos gorduras saturadas, gorduras trans, glúten, lactose, açúcar, pitanga e acerola direto do pé...
Estudar era nossa obrigação. Arrumar o quarto, nao falar palavrões e tratar bem as outras pessoas também era. Quem desobedecesse as ordens era corrigido e isso era chamado educação.
Pelo que me recordo a minha casa estava sempre cheia de crianças, os nossos amiguinhos. Corríamos descalços no gramado e isso era uma delícia.
A viagem para a casa da vovó no natal era por nós aguardada todos os anos. Íamos os três pulando no banco traseiro do carro, comendo cheetos e arremessando brinquedos... Uma diversão para nós - nao para o nosso pai que ia dirigindo os 500 Km.
Os dias correram entre puxões de cabelos, abraços, berros, provas de matemática, bolos de aniversário, pipoca, livros, carteira de motorista, vestibular... e todos crescemos.
Hoje, mesmo tao longe, ainda nos falamos todos os dias.
A tecnologia, de vez em quando, ainda é nossa aliada.
Nas paredes: cinco dedinhos estampados em marrom, algumas marcas de bola e giz de cera.
No chão: cadernos, carrinhos, bonecas, tênis e meias.
O estrondo precedente essa tempestade nao deixava dúvidas que nós três acabávamos de chegar da escola.
Famintos e falantes, sentávamos a mesa onde aguardávamos o melhor cardápio gourmet cinco estrelas: a comidinha da mamãe.
Os dias se passavam lentamente. Um ano letivo parecia uma eternidade.
Assistíamos desenhos, jogávamos super Nintendo, nao tínhamos celular ou computador.
Bebíamos água da torneira, comíamos gorduras saturadas, gorduras trans, glúten, lactose, açúcar, pitanga e acerola direto do pé...
Estudar era nossa obrigação. Arrumar o quarto, nao falar palavrões e tratar bem as outras pessoas também era. Quem desobedecesse as ordens era corrigido e isso era chamado educação.
Pelo que me recordo a minha casa estava sempre cheia de crianças, os nossos amiguinhos. Corríamos descalços no gramado e isso era uma delícia.
A viagem para a casa da vovó no natal era por nós aguardada todos os anos. Íamos os três pulando no banco traseiro do carro, comendo cheetos e arremessando brinquedos... Uma diversão para nós - nao para o nosso pai que ia dirigindo os 500 Km.Os dias correram entre puxões de cabelos, abraços, berros, provas de matemática, bolos de aniversário, pipoca, livros, carteira de motorista, vestibular... e todos crescemos.
Hoje, mesmo tao longe, ainda nos falamos todos os dias.
A tecnologia, de vez em quando, ainda é nossa aliada.
11 de setembro de 2012
Túnel do tempo: minha primeira conferencia
Foi em 2003, numa universidade em Santos-SP, que eu participei de uma conferencia de estudantes de engenharia. Na época eu tinha apenas 18 anos, era magra como um palitinho, se dissesse que tinha 14 as pessoas acreditariam. E lá fui eu apresentar meu humilde trabalhinho de visualização de escoamentos. Lembro-me que que na plateia haviam apenas 6 pessoas. Meu pai era uma delas. Uma outra pessoa dentre a plateia era um professor meio chato que me fez algumas perguntas de uma forma nao tao educada... Bom, eu sobrevivi e depois dessa vieram muitas outras apresentações.
Hoje, quase 10 anos depois, eu ainda frequento congressos - um pouquinho melhores do que aquele.
Mas o friozinho na barriga ainda é o mesmo.
O filminho a seguir eu gravei durante a abertura do congresso no qual estou essa semana, em Viena - na Áustria.
Hoje, quase 10 anos depois, eu ainda frequento congressos - um pouquinho melhores do que aquele.
Mas o friozinho na barriga ainda é o mesmo.
O filminho a seguir eu gravei durante a abertura do congresso no qual estou essa semana, em Viena - na Áustria.
10 de agosto de 2012
Túnel do tempo # Minha história esportiva
Depois de todos esses anos eu cheguei a uma conclusão: as bolas me odeiam.
Inspirada pelas olimpíadas, resolvi escrever sobre os esportes da minha vida.
Eu nunca fui a melhor jogadora da escola. Nas aulas de educação física, eu era sempre aquela última a ser escolhida na formação dos times. Talvez por falta de coordenação motora, ou talvez por um certo magnetismo, as bolas as vezes vinham parar na minha cabeça. Mas mesmo assim, eu nao desistia e ainda tentava jogar. Certa vez cheguei a pedir para a minha mãe comprar uma bola de vôlei e ficava horas treinando rebatidas contra a parede da minha casa.
Mas um dia, eu tinha uns nove anos, a professora disse que haveria um campeonato de cambio (uma variação do vôlei) na cidade. Fomos então para uma partida de seleção de jogadores. Aí então um milagre aconteceu e eu consegui jogar bem. Lembro-me de como me senti feliz naquele dia. Mas infelizmente a minha felicidade durou pouco, apenas até o momento em que jogamos no tal do campeonato, onde as minhas poucas habilidades com a bola nao foram suficientes... Cansada e com os bracos roxos eu conclui que nao nasci para o vôlei.
Mais velha um pouquinho, lá pelos treze anos, tentei jogar basquete. Como eu cresci bem rápido, nao era das mais baixinhas (até que os outros me alcançaram), e isso me dava uma certa vantagem. Eu nao era boa para acertar a cesta, mas pelo menos conseguia fazer uma boa marcação. Fui em alguns treinos do time municipal de basquete da minha cidade. Eu achava bem legal, até o dia em que, por um infortúnio, eu acertei a cabeça da menina encrenqueira do time. Aquela garota me olhou com olhos fulminantes que pareciam jurar que um dia todos os meus dentes seriam quebrados. A minha carreira no basquete terminou por aí. Eu nunca mais apareci nos treinos.
Aventurei-me a jogar futebol mais tarde. As meninas do colégio organizaram um time, com uniforme preto e pink, que se chamava algo do tipo "as chiquititas", nao me lembro ao certo. Pelo nome do time, já dá para imaginar como eram as nossas partidas: um bando de garotas gritando e correndo atras da bola sem grandes estratégias... Era divertido.
Quando estava na faculdade, descobri a academia! Ah, fiquei feliz da vida por encontrar algum tipo de esporte que pudesse fazer sozinha, a hora que quisesse e sem nenhuma bola! E é isso que eu tenho feito até hoje. Também amo andar de bicicleta. Vou ao trabalho, mercado, centro, até onde der, vou pedalando!
Já tentei entrar no time de squash do departamento onde eu trabalho, mas o nível deles está alguns anos luz na minha frente...
O meu sonho mesmo, é um dia aprender a jogar Tênis. Eu acho lindo, super chique. Já tenho até uma raquete. Ela fica aqui no cantinho do meu quarto. De vez em quando eu olho para ela, e ela olha para mim. Mas a coragem ainda nao veio, nao... Quem sabe um dia...
5 de agosto de 2012
Falta
Mais que apenas um espaço vazio.
É uma ausencia endereçada.
O suspiro por algo que costumava estar lá.
if (status == saudades) then
call home
end if
26 de junho de 2012
Túnel do Tempo - Época de faculdade
Anos que se passaram como se passam as horas...
estudar na biblioteca durante a noite,
provas e trabalhos sem fim.
A vida de nerd nao é nada fácil.
Mas valeu a pena cada segundo...
Cada risada, cada amizade, cada descoberta.
Tudo isso também faz parte do processo de amadurecimento.
Quando penso que já fazem 5 anos que me formei, me sinto bem velhinha...

17 de maio de 2012
Sorteio de Aniversário do Blog!!!
Há 3 anos atrás eu queria mostrar para a minha mãe como era a cidade onde eu morava, Halifax no Canadá.
Foi aí que tive então a ideia de fazer um blog.
E esse foi o meu primeiro "post": clique aqui
De lá para cá, muitas coisas aconteceram...
Deixei o Canadá, embarquei nessa jornada para a Alemanha, fiz novos amigos, matei saudades dos antigos, continuo com saudades da família, experimentei muitas comidas, viajei, tirei fotos, aprendi muito, chorei, cansei, recuperei as forças, dei risada, e continuo escrevendo...
Sou grata a Deus por ter estado comigo e me abençoado por todo esse tempo.
Foi aí que tive então a ideia de fazer um blog.
E esse foi o meu primeiro "post": clique aqui
De lá para cá, muitas coisas aconteceram...
Deixei o Canadá, embarquei nessa jornada para a Alemanha, fiz novos amigos, matei saudades dos antigos, continuo com saudades da família, experimentei muitas comidas, viajei, tirei fotos, aprendi muito, chorei, cansei, recuperei as forças, dei risada, e continuo escrevendo...
Sou grata a Deus por ter estado comigo e me abençoado por todo esse tempo.
Então vamos lá...
Promoção de aniversário do Diário da Engenheira!
Como o blog tem 3 anos, serão 3 ganhadores, 3 brindes surpresa: algo do meu passado, algo do meu presente e algo que eu espero do futuro!
Quem quiser participar, é só deixar um comentário neste post!
O sorteio será realizado no dia primeiro de junho, em Roma!
Boa sorte a todos!
21 de abril de 2012
Tunel do tempo: viagem para Curitiba
Em 2007, nós tres pegamos um busao e viajamos...viajamos... viajamos... Nao me lembro ao certo, talvez 12 horas, até chegar em Curitiba - aí voces concluem de onde nós saímos...
Eu nunca havia passado tanto frio até aqueles dias - mal sabia eu o frio que ainda havia de enfrentar...
Mas enfim, me apaixonei pela cidade. O jardim Botanico, as ruas tao organizadinhas. É uma cidade que eu me sentiria feliz em morar.
Tivemos momentos inesquecíveis juntas. Foi uma viagem maravilhosa. Tenho muita saudades dessas duas aí! Uma delas vem me ver daqui uns dias! A outra vai fazer muita falta...
15 de janeiro de 2012
17 de julho de 2011
Um tempo atrás...
Meu irmaozinho achou essa foto no meio das coisa dele no Brasil.
Foi uma vez de férias em 2000 e alguma coisa. Pegamos muita chuva, como de costume em Ubachuva, mas mesmo assim, deu saudades...
8 de junho de 2011
6 de janeiro de 2011
Só quem conhece a saudade...
O lugar onde eu me sinto confortável nao importa a hora do dia.
Onde eu nao necessáriamente preciso ter algo para fazer, só de estar lá já me sinto bem. Esta é a minha casa.
As pessoas que me apoiam incondicionalmente, sempre aguardando o meu retorno. Estavam lá, prontas a me receber, de bracos abertos. O amor de Deus é abundante e a sua bencao derramada nesta uniao. Está é a minha família.
Aqueles que nunca se esquecem. Sao os mesmos que aparecem com um amplo sorriso manifestado pela alegria do reencontro, e também pela lembranca de bons momentos vividos num passado nao tao distante. Estes sao meus amigos.
Eu gostaria de agradecer a todos pelo carinho recebido nesses dias que estive no Brasil. Gracas a Deus, tudo corre bem por aqui na Alemanha e estou pronta para mais um ano de trabalho. Voltei com um coracao carregado de lembrancas, doces momentos vividos, os quais me darao forcas para suportar a distancia por mais este tempo.
Onde eu nao necessáriamente preciso ter algo para fazer, só de estar lá já me sinto bem. Esta é a minha casa.
As pessoas que me apoiam incondicionalmente, sempre aguardando o meu retorno. Estavam lá, prontas a me receber, de bracos abertos. O amor de Deus é abundante e a sua bencao derramada nesta uniao. Está é a minha família.
Aqueles que nunca se esquecem. Sao os mesmos que aparecem com um amplo sorriso manifestado pela alegria do reencontro, e também pela lembranca de bons momentos vividos num passado nao tao distante. Estes sao meus amigos.
Eu gostaria de agradecer a todos pelo carinho recebido nesses dias que estive no Brasil. Gracas a Deus, tudo corre bem por aqui na Alemanha e estou pronta para mais um ano de trabalho. Voltei com um coracao carregado de lembrancas, doces momentos vividos, os quais me darao forcas para suportar a distancia por mais este tempo.
26 de dezembro de 2010
Fotos de Ubatuba
Gosto da idéia de ter um lugar favorito no mundo, o qual eu considere apenas meu, simplesmente porque eu assim o escolhi...
O barulho das ondas, criancas brincando, vendedores ambulantes e ainda outros sons típicos, ecoam em minha mente de uma maneira nostáugica.














Imagens fotografadas por meu pai (http://www.panoramio.com/user/3107738?comment_page=1&photo_page=1) há alguns dias atrás em Ubatuba e regiao - praia Grande, praia Itaguá e Trindade.
O barulho das ondas, criancas brincando, vendedores ambulantes e ainda outros sons típicos, ecoam em minha mente de uma maneira nostáugica.
Imagens fotografadas por meu pai (http://www.panoramio.com/user/3107738?comment_page=1&photo_page=1) há alguns dias atrás em Ubatuba e regiao - praia Grande, praia Itaguá e Trindade.
29 de outubro de 2010
18 de julho de 2009
6 de julho de 2009
5 de junho de 2009
Saudades de reclamar
-que a academia estava cheia (quando estava cheia era só ficar lá conversando, aqui todos usam ipods na academia, ninguem conversa com ninguem)
-do busão da itamarati (é melhor que os coletivos daqui)
-que a claro não funciona (pelo menos eu podia receber ligações quando não tinha créditos)
-do calor!
-da pizza da biruta
-que as coisas custavam caro (ha ha ha aqui custam muito mais caro!)
-das crianças girtando (as crianças daqui não fazem barulho e isso é triste)
-quando um professor não estava na sala (aqui eles nunca estão)
-dizendo que as coisas eram longe (acho que a minha noção de distância estava errada)
-por ir no rancho no final de semana (até disso sinto falta...)
-do busão da itamarati (é melhor que os coletivos daqui)
-que a claro não funciona (pelo menos eu podia receber ligações quando não tinha créditos)
-do calor!
-da pizza da biruta
-que as coisas custavam caro (ha ha ha aqui custam muito mais caro!)
-das crianças girtando (as crianças daqui não fazem barulho e isso é triste)
-quando um professor não estava na sala (aqui eles nunca estão)
-dizendo que as coisas eram longe (acho que a minha noção de distância estava errada)
-por ir no rancho no final de semana (até disso sinto falta...)
Wanna go home...
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