Veja também:

10 de novembro de 2009

Interessante

Eu não concordo com tudo o que esse cara falou na vida,
mas esse texto dele eu achei bastante interessante:
(clique na figura para ler)

2 de novembro de 2009

26 de outubro de 2009

Fotos da Lua





Eu ainda não fui lá, mas consegui tirar algumas fotos daqui mesmo...

25 de outubro de 2009

20 de outubro de 2009

Qualificação de Mestrado


Por essa já passei... Agora rumo à defesa!

DO FOR OTHERS WHAT GOD DOES FOR YOU

You and I have the privilege to do for others what God does for us. How do we show people that we believe in them?

SHOW UP
Nothing takes the place of your presence. Letters are nice. Phone calls are special, but being there in the flesh sends a message.

Do you believe in your kids? Then show up. Show up at their games. Show up at their plays. Show up at their recitals. It may not be possible to make each one, but it's sure worth the effort. Do you believe in your friends?
Then show up. Show up at their graduations and weddings. Spend time with them. You want to bring out the best in someone? Then show up.


LISTEN UP
You don't have to speak to encourage. The Bible says, "It is best to listen much, speak little" (James 1:19 TLB). We tend to speak much and listen little. There is a time to speak. But there is also a time to be quiet. That's what my father did.

Dropping a fly ball may not be a big deal to most people, but if you are thirteen years old and have aspirations of the big leagues, it is a big deal. Not only was it my second error of the game, it allowed the winning run to score.

I didn't even go back to the dugout. I turned around in the middle of left field and climbed over the fence. I was halfway home when my dad found me. He didn't say a word. Just pulled over to the side of the road, leaned
across the seat, and opened the passenger door. We didn't speak. We didn't need to. We both knew the world had come to an end. When we got home, I went
straight to my room, and he went straight to the kitchen. Presently he appeared in front of me with cookies and milk. He took a seat on the bed, and we broke bread together. Somewhere in the dunking of the cookies I began to realize that life and my father's love would go on. In the economy of male adolescence, if you love the guy who drops the ball, then you really love him. My skill as a baseball player didn't improve, but my confidence in Dad's love did. Dad never said a word. But he did show up. He did listen up. To bring out the best in others, do the same, and then, when appropriate:


SPEAK UP
You have the power to change someone's life simply by the words that you speak. "Death and life are in the power of the tongue" (Prov. 18:21 NKJV).
That's why Paul urges you and me to be careful. "When you talk, do not say harmful things, but say what people need-words that will help others become stronger" (Eph. 4:29).

Earlier I gave you a test for love. There's also a test for the tongue.
Before you speak, ask: Will what I'm about to say help others become
stronger? You have the ability, with your words, to make a person stronger.
Your words are to their soul what a vitamin is to their body.

If you had food and saw someone starving, would you not share it? If you had water and saw someone dying of thirst, would you not give it? Of course you would.

Then won't you do the same for their hearts? Your words are food and water! Do not withhold encouragement from the discouraged.

Do not keep affirmation from the beaten down! Speak words that make people stronger. Believe in them as God has believed in you.

by Max Lucado

18 de outubro de 2009

A TESE DO COELHO

Num dia lindo e ensolarado o coelho saiu de sua toca, com o "notebook" e pôs-se a trabalhar, bem concentrado. Pouco depois passou por ali uma raposa, e viu aquele suculento coelhinho tão distraído, que chegou a salivar. No entanto, ela ficou intrigada com a atividade do coelho e aproximou-se, curiosa: - Coelhinho, o que você está fazendo aí, tão concentrado?
- Estou redigindo a minha tese de doutorado, disse o coelho, sem tirar
os olhos do trabalho.
- Hummmm... e qual é o tema da sua tese?
- Ah, é uma teoria provando que os coelhos são os verdadeiros predadores naturais das raposas. A raposa ficou indignada:
- Ora!!! Isso é ridículo!!! Nós é que somos os predadores dos coelhos!
- Absolutamente! Venha comigo à minha toca que eu te mostro minha prova experimental.
O coelho e a raposa entram na toca. Poucos instantes depois ouvem-se alguns ruídos indecifráveis, alguns poucos grunhidos e depois... silêncio. Em seguida, o coelho volta, sozinho, e mais uma vez retoma aos trabalhos de sua tese, como se nada tivesse acontecido.
Meia hora depois passa um lobo. Ao ver o apetitoso coelhinho tão distraído, agradece
mentalmente à cadeia alimentar por estar com o seu jantar garantido. No entanto, o lobo também acha muito curioso um coelho trabalhando naquela concentração toda e resolve então saber do que se trata aquilo tudo, antes de devorar o coelhinho:
- Olá, jovem coelhinho. O que o faz trabalhar tão arduamente?
- Minha tese de doutorado, seu lobo. É uma teoria que venho desenvolvendo há algum tempo e que prova que nós, coelhos, somos os grandes predadores naturais de vários animais carnívoros, inclusive dos lobos.
O lobo não se conteve com a petulância do coelho:
- Ah! Ah! Ah! Ah! Coelhinho! Apetitoso coelhinho! Isto é um despropósito. Nós, os lobos, é que somos os genuínos predadores naturais dos coelhos. Aliás, chega de conversa...
- Desculpe-me, mas se você quiser eu posso apresentar a minha prova experimental. Você gostaria de acompanhar-me a minha toca?
O lobo não consegue acreditar na sua boa sorte. Ambos desaparecem toca adentro. Alguns instantes depois ouvem-se uivos desesperados, ruídos de mastigação e... silêncio. Mais uma vez o coelho retorna sozinho, impassível e volta ao trabalho de redação da sua tese, como se nada tivesse acontecido.
Dentro da toca do coelho vê-se uma enorme pilha de ossos ensangüentados e pelancas de diversas ex-raposas e, ao lado desta, outra pilha ainda maior de ossos e restos mortais daquilo que um dia foram lobos. Ao centro das duas pilhas de ossos, um enorme LEÃO, satisfeito, bem alimentado, palitando os dentes.
MORAL DA HISTÓRIA:
1. Não importa quão absurdo seja o tema de sua tese;
2. Não importa se você não tem o mínimo fundamento científico;
3. Não importa se os seus experimentos nunca cheguem a provar sua teoria;
4. Não importa nem mesmo se suas idéias vão contra o mais óbvio dos conceitos lógicos;
5. O que importa é QUEM ESTÁ APOIANDO SUA TESE...

14 de outubro de 2009

Pensa, pensa, pensa...


tanta coisa pra fazer...
por onde eu começo???

12 de outubro de 2009

11 de outubro de 2009

Congresso em Foz do Iguaçu...





Passei a semana em Foz do Iguaçu no congresso C3N (http://www.c3n.pti.org.br/drupaltemp/index.php).
Gostei muito da cidade, alias, achei muito parecida com a minha.
Surpreendeu-me a quantidade de mulçumanos por lá. Eu não sabia que tinhamos muitos imigrantes árabes no Brasil. Eles vem pelo Paraguay e se instalam em Foz do Iguaçu. São donos de muitos estabelecimentos comerciais.
(Alias, lá seria um bom esconderijo para o Bin Laden...)

Welcome to Argentina!






A confusão na famosa "Ponte da Amizade" que liga Brazil e Paraguay me assustou um pouco. Alias, ponte essa que dizem ser o problema de Foz do Iguaçu. Nesse acordo, o Brasil entrou com a ponte e o Paraguay com a amizade...
Decidimos, então, descer na Argentina, para ver se as coisas por lá eram mais amigáveis que no Paraguay.
Nesse aspécto, dizem as más linguas, nossos hermanos Argentinos foram mais espertos: fizeram uma ponte que os ligasse com o Brasil, mas não quizeram conexão com o Paraguay.
Fomos de carro, confiando no GPS, que, alguns metros após a fronteira deixou de funcionar... Não tinhamos "pesos" (moeda argentina), apenas reais e cartões de crédito, que não eram aceitos em muitos lugares... E ainda por cima, o combustível estava quase acabando. Foi meio que uma aventura.
Por fim, chegamos ao nosso destino: as cataratas. Era tudo lindo por lá. Mas eu brinquei tanto com a camera durante a viajem que as baterias se esgotaram quando chegamos lá... :(
Não tenho nenhuma foto na catarata!
Preciso ir la novamente!

10 de outubro de 2009

welcome to Paraguay!



Minhas andaças me levaram a me aventurar fazendo compras no Paraguay...
Não consegui ficar mais de duas horas naquela muvuca!
Pegamos um taxi de volta rapidim...



Fazer compras em lojas que o vigia carrega uma arma desse tamanho não da muito certo, nao.

4 de outubro de 2009

On me dit que le temps qui glisse est un salaud...



On me dit que le destin se moque bien de nous
Qu'il ne nous donne rien et qu'il nous promet tout
Parais qu'le bonheur est à portée de main,
Alors on tend la main et on se retrouve fou
Pourtant quelqu'un m'a dit ...

2 de outubro de 2009

Um MEIO ou uma DESCULPA?

Por Roberto Shinyashiki

Não conheço ninguém que conseguiu realizar seu sonho, sem sacrificar feriados e domingos pelo menos uma centena de vezes.

Da mesma forma, se você quiser construir uma relação amiga com seus filhos, terá que se dedicar a isso, superar o cansaço, arrumar tempo para ficar com eles, deixar de lado o orgulho e o comodismo.

Se quiser um casamento gratificante, terá que investir tempo, energia e sentimentos nesse objetivo. O sucesso é construído à noite!

Durante o dia você faz o que todos fazem. Mas, para obter um resultado diferente da maioria, você tem que ser especial. Se fizer igual a todo mundo, obterá os mesmos resultados.

Não se compare à maioria, pois, infelizmente ela não é modelo de sucesso.

Se você quiser atingir uma meta especial, terá que estudar no horário em que os outros estão tomando chopp com batatas fritas. Terá de planejar, enquanto os outros permanecem à frente da televisão. Terá de trabalhar enquanto os outros tomam Sol à beira da piscina.

O mundo não está nem aí, se você está cansado ou triste; ele não para. E quem vive lamentando ou reclamando da vida nunca vai conseguir chegar em lugar nenhum.

A realização de um sonho depende de dedicação. Há muita gente que espera que o sonho se realize por mágica, mas toda mágica é ilusão, e a ilusão não tira ninguém de onde está, em verdade a ilusão é combustível dos perdedores pois...

Quem quer fazer alguma coisa, encontra um MEIO. Quem não quer fazer nada, encontra uma DESCULPA.

O que você faria se tivesse 10 horas de sobra no seu dia?



ou então...



ou ainda...



talves algo não tão inútil...



ou...



ou pra impressionar...



eu podia me esticar mais...



ou com mais coragem...



mas como eu nao tenho esse tempo todo... hora de voltar ao trabalho...

Missing 6583 Quinpool...

video

Shinae do you remember this???

30 de setembro de 2009

Je suis excessive...



Je n'ai pas d'excuse,
C'est inexplicable,
Même inexorable,
C'est pas pour l'extase,
c'est que l'existence,
Sans un peu d'extrême,
est inacceptable,

Je suis excessive,
J'aime quand ça désaxe,
Quand tout accélère,
Moi je reste relaxe
Je suis excessive,
Quand tout explose,
Quand la vie s'exhibe,
C'est une transe exquise

Y'en a que ça excède, d'autres que ça vexe,
Y'en a qui exigent que je revienne dans l'axe,
Y'en a qui s'exclament que c'est un complexe,
Y'en a qui s'excitent avec tous ces "X" dans le texte

Je suis excessive,
J'aime quand ça désaxe,
Quand tout accélère,
Moi je reste relaxe
Je suis excessive,
Quand tout explose,
Quand la vie s'exhibe,
C'est une transe exquise, (ouais).

Je suis excessive,
J'aime quand ça désaxe,
Quand tout exagère,
Moi je reste relaxe
Je suis excessive,
Excessivement gaie, excessivement triste,
C'est là que j'existe.
Mmmm, pas d'excuse! Pas d'excuse!

25 de setembro de 2009

O problema do lixo...




Problema:
Amo muito o meu país, mas fico triste ao passar pelas ruas e ver os amontoados de lixo nas esquinas. O pior é que ninguém se importa com isso! Ontém eram duas da tarde e o lixo estava todo lá. As pessoas passam por cima e nem percebem. Não sei se perderam a noção de ridículo ou já não sentem mais o mal cheiro.

Solução:
Já que os caminhões de lixo não entram nas vielas, poderia ser adotado o uso de containers com tampa nas esquinas. Isto inclusive evitaria que animais de rua (outro problema a ser discutido...) rasguem os sacos espalhando restos de comida pela calçada.

Eu queria mais tempo...

video

24 de setembro de 2009

Como comer de graça no Mc Donalds...



Vale lembrar que isso é crime previsto em lei!

23 de setembro de 2009

The first results...

Fluid structure interaction using the Physical Virtual Model.
The circular cylinder is represented by an Immersed Boundary Method and the rectangular ones by an infinity viscosity on the cells. Once we are using a Cartesian mesh, this approach makes the code faster than simulating all the geometries with IMB. But any way... We still have a lot to do! video

Psalm 4:3


"But know that the LORD hath set apart him that is godly for himself: the LORD will hear when I call unto him."

Inglês macarrônico...

A importância de um bom curso de inglês...

Brincando com areia...

22 de setembro de 2009

It is over....

Back to home,
the trip is over.
Before expected,
and with some tears...
I am here!
Any way,
still there is a lot to do!

8 de setembro de 2009

28 de agosto de 2009

un peu triste...



My last day at Dal...

prateleiras e gavetas já vazias...

23 de agosto de 2009

Graças a Deus...

O furacão Bill perdeu a força!

Obrigada Senhor!

22 de agosto de 2009

19 de agosto de 2009

POR QUE É QUE A GENTE É ASSIM?

Por Enio Padilha

É na Escola de Engenharia que começa a ser destruída a nossa auto-estima. É na Escola de Engenharia que começa a ser forjado o nosso comportamento autodestrutivo, nosso desprezo pelos valores da própria profissão, nosso desgosto com a nossa própria atividade profissional. É na Escola de Engenharia que nasce a nossa falta de coragem empresarial e essa submissão inaceitável aos caprichos dos clientes.
É automático ! Toda vez que, numa conversa qualquer, o assunto “comportamento no
mercado” vem à tona acabamos caindo nas inevitáveis comparações de engenheiros, arquitetos e agrônomos com médicos, dentistas e advogados...
Quando me perguntam o que eu acho disso (dessa comparação de profissionais tão diferentes) respondo sempre a mesma coisa: acho que essa comparação é JUSTÍSSIMA.
Se eu, engenheiro, por qualquer motivo, tiver de ser comparado com outros profissionais, acho muito justo que seja com médicos, com dentistas ou com advogados.
Afinal temos muito mais coisas em comum do que diferenças. Somos todos prestadores de serviços. Nosso produto (nosso serviço) é altamente especializado e todas essas atividades demandam profissionais com capacidade intelectual diferenciada. Ninguém chega a ser médico, advogado, dentista, agrônomo, arquiteto ou engenheiro apenas por ter um belo par de olhos, uma voz doce, algum dinheiro no banco ou um padrinho influente... A conquista de qualquer um desses títulos demanda qualidades e habilidades especiais, muito estudo e empenho (às vezes até muitos sacrifícios).
Temos, é verdade, muitas semelhanças, quando a comparação é feita no nível da qualificação. Porém, no exercício das profissões e no comportamento empresarial de cada grupo as diferenças aparecem e são enormes.
Neste texto concentramos nossas reflexões sobre a formação dos profissionais de Engenharia. No entanto, nossa experiência e a convivência com milhares de arquitetos e agrônomos dos mais distantes lugares do Brasil nos permitem acreditar que os conceitos podem se estender sem problemas também para esses profissionais.
Voltemos no tempo. Voltemos ao tempo em que essa pessoa (que hoje é um engenheiro) tinha seus quinze, dezesseis anos, um ou dois anos antes do vestibular. Esse moço ou essa moça é, muito provavelmente, um dos melhores alunos da sua sala (talvez da escola). É um expoente estudantil, requisitado pelos colegas, elogiado pelos professores, respeitado pelos pais (de quem é motivo de muito orgulho) valorizado pelos parentes, pelos vizinhos, admirado pelas garotas (ou garotos).
Comparemos nosso amiguinho com o estudante de quinze ou dezesseis anos que virá a
ser médico, dentista ou advogado.
Veremos quase nenhuma diferença.
É isso mesmo. Na origem, são todos iguais. Têm o mesmo perfil, a mesma história, o
mesmo rendimento. Todos são brilhantes e bem sucedidos.
Vem o vestibular. Ingressa, cada qual, na faculdade que escolheu... E é aí que as diferenças começam a aparecer.
Os estudantes de medicina e de odontologia são enquadrados em um ambiente novo,
com pessoas que se vestem de uma maneira diferente, se comportam de uma maneira diferente e que estabelecem uma identidade visual (e, por decorrência, uma identidade psicológica) com a atividade profissional que irão exercer alguns anos depois.
Os estudantes de direito, já nos primeiros meses de escola convivem com professores
que vêm para as aulas de terno, gravata, sapato social, barba feita ou bem cuidada. E o mais interessante: aqueles senhores e senhoras respeitáveis, bem vestidos e de fina educação (os professores), tratam os seus alunos por “senhor” ou “senhora”, com toda a fineza e educação que a prática profissional recomenda. E estimulam seus alunos a acreditar e se convencerem de que são superiores. Que estão se preparando para “falar com o Estado” (privilégio que não é concedido a nenhum outro profissional...). Enfim, aprendem que precisam respeitar os outros, mas aprendem, antes de tudo, que precisam exigir respeito para si.
Nos últimos anos de faculdade, estudantes de odontologia e medicina já se vestem como se médicos ou dentistas fossem. Freqüentam clínicas e atuam como profissionais na área da saúde. Assumem, enfim, um ou dois anos antes de terminada a faculdade, todo um comportamento típico de médico. De dentista.
Os estudantes de Direito, por sua vez, a partir da Segunda metade do curso, já se ves
tem como advogados (roupa social, sapato, eventualmente gravata e um terno ou blazer...).
Mantém com os seus professores e com os seus colegas um comportamento e um vocabulário apropriados para as lides jurídicas. E, o mais importante: são tratados, pelos seus professores, como Doutor. (Dr. Fulano, termine seu relatório até a próxima aula. Dr. Sicrano, esteja preparado para a prova final, na sexta-feira.). Apesar de ainda não terem concluído o curso.
Os estudantes de engenharia, ao contrário, a partir do início do curso, a única diferença que eles conseguem perceber na faculdade, em relação ao ensino médio é o grau de dificuldade (que simplesmente quintuplica!)
Não existe nenhum estímulo a um comportamento novo, nenhuma referência, um exemplo positivo de comportamento. Nenhuma motivação para um desenvolvimento psicológico alternativo. Nenhum elemento que interfira na formação do profissional do ponto de vista da sua imagem física composta de aspectos visuais e comportamentais. A vida social, no ambiente da faculdade, é muito restrita, quando não inexistente.
Além do mais, a faculdade entra na vida desses jovens como um elemento de ruptura.
Os alunos são colocados em uma condição a que eles não estavam acostumados. Estavam
acostumados a tirar notas máximas com a maior facilidade e, de repente, passam a sofrer e ter grandes dificuldades para obter notas mínimas ou médias. Deixam de ser respeitados pelos seus professores que se tornam distantes e autoritários e perdem a admiração dos colegas que estão todos desesperados tentando se salvar de uma coisa que ainda não estão entendendo direito.
Não que as faculdades de medicina, direito ou odontologia sejam fáceis. Ocorre que lá os estudantes têm compensações psicológicas que os estudantes de engenharia não têm. Essas faculdades, por diversos mecanismos, inexistentes nas escolas de engenharia, dão continuidade ao amadurecimento psicológico e social do futuro profissional. E, com isto, mantêm em alta a motivação e auto-estima dos seus estudantes.
Na engenharia não existe nenhum processo de acompanhamento psicológico para aquele estudante desesperado que teve a sua carreira de sucesso estudantil subitamente interrompida (mesmo os alunos que continuam conquistando notas altas, acabam sentindo a faltado aplauso dos colegas, do respeito dos professores e da admiração coletiva). E não existe ninguém para explicar o que está acontecendo. Ninguém para dizer a este estudante que ele não é tão inepto ou incapaz como, algumas vezes os professores parecem querer provar.
É quase geral, por parte dos professores, nas escolas de engenharia, a manifestação
desnecessária de superioridade intelectual, o exercício gratuito de poder e o terrorismo psicológico.
E o estudante, que entrou na faculdade no auge positivo da auto-estima, vai recebendo, ao longo de cinco anos, das mais variadas formas, uma única mensagem: “Você não é tão bom quanto você pensava que fosse !”.
Ao contrário dos estudantes de direito, medicina ou odontologia, que têm como professores, profissionais que atuam no dia-a-dia de suas atividades, os estudantes de engenharia passam cinco anos submetidos aos rigores (e, em alguns casos, caprichos) de engenheiros que não atuam, profissionalmente, como engenheiros e sim como professores, e que, portanto, não têm a vivência da atividade profissional e não têm a ciência ou a consciência das relações comerciais que vão definir o sucesso ou o fracasso dos profissionais que eles estão formando.
Como resultado disso, ao final de cinco anos, o estudante de engenharia se transforma em um engenheiro. E este engenheiro é completamente desprovido de auto-estima, de respeito próprio, de prazer profissional ou de consciência de mercado. Na metade do último semestre da faculdade, dois meses antes de receber o diploma e ser entregue aos leões do mercado, o estudante de engenharia ainda é tratado como mero es-tu-dan-te.
Em momento algum, durante a faculdade, o estudante de engenharia é tratado como
engenheiro, em momento algum, durante esses cinco anos, a escola propicia a percepção da mudança de condição de estudante para a condição de profissional.
Estudantes de direito, medicina e odontologia, ao contrário, muito antes do fim da faculdade já têm uma noção razoavelmente clara das dificuldades do exercício profissional que eles irão enfrentar. Com isso vão desenvolvendo mecanismos psicológicos de defesa e saem da faculdade com maior grau de segurança. Entram no mercado profissional de cabeça erguida, com uma consciência de valor. E com todo o processo de construção da imagem profissional em andamento.
Estudantes de engenharia não são estimulados a se vestir bem, nem a ter preocupações
com técnicas de comunicação ou relacionamento social ou de exercício intelectual não linear. Com isso acabam não desenvolvendo habilidades gerenciais ou de relacionamento com o mercado.
Esta é uma das razões pelas quais as organizações de engenharia são, quase sempre,
extremamente burocráticas e conservadoras.
Engenheiros (ao contrário de advogados, médicos e dentistas) não comandam seu ambiente de trabalho. Por mais que detenham o conhecimento e a técnica, os engenheiros são, via de regra, pouco influentes em relação ao produto final, seja uma construção, uma instalação, um empreendimento complexo ou um processo produtivo.
O mais lamentável é que os engenheiros, via de regra, só vão perceber os resultados da negligência com a imagem física, a comunicação não-verbal e o comportamento no mercado, depois de já terem acumulado muitas perdas desnecessárias (algumas das quais, infelizmente, irreversíveis).
E qual é a utilidade desse discurso? Qual a importância de se colocar este tema no papel? Porque tornar pública esta opinião, que, com certeza aborrecerá alguns segmentos?
Ninguém é ingênuo a ponto de acreditar que a simples leitura deste ensaio leve um diretor de escola de engenharia, um professor, um estudante ou um profissional de engenharia a alterar o seu comportamento.
O que se espera é que essas pessoas, a quem o texto é dedicado, tenham um momento
de reflexão. E que a esse momento de reflexão se siga uma atitude. E que essa atitude tenha como objetivo dar um futuro melhor para a engenharia no Brasil.
A engenharia depende dos engenheiros. E os engenheiros começam a ser formados
aos quinze ou dezesseis anos, ainda no ensino médio.
Eu ainda acho, como sempre achei, que o conhecimento científico que é transmitido
aos estudantes durante a faculdade de engenharia é fundamental. E que o valor da engenharia está sustentado na capacidade intelectual e técnica dos seus profissionais.
No entanto, vejo como importantíssima uma nova visão, nesse processo de formação
do engenheiro, que leve em consideração todo o relacionamento social dos estudantes entre si e com os seus professores. É importante que, aos estudantes, seja transmitida uma visão mais clara das relações comerciais que eles enfrentarão na vida profissional, seja na condição de profissionais autônomos, empresários ou empregados em alguma empresa.
Em qualquer um desses casos as relações sociais são elementos definitivos para o sucesso. É um “detalhe” que faz toda a diferença.
O estudante chega ao curso de Engenharia cheio de sonhos com a auto-estima elevada,
transpirando confiança e auto-respeito. É muito triste que, dez ou quinze anos depois esse potencial tenha se transformado em um sujeito cabisbaixo, sem consciência de valor, destituído de auto-estima e respeito próprio. Abrindo mão da sua natural vocação de agente do desenvolvimento para ser mero instrumento de trabalho para terceiros.
Na Escola de Engenharia o engenheiro precisa ser “construído” para ser um vencedor.
Precisa ser estimulado a acreditar no seu potencial. Confiar na sua inteligência. E, acima de tudo, precisa aprender a importância de manter a cabeça erguida.