Veja também:

25 de novembro de 2011

2 anos de Alemanha

Há dois anos atrás eu entrei num avião sem saber direito onde iria pousar...

Eu não sabia nem ao menos contar 1, 2, 3 em alemão.
Na minha primeira semana, me perdi no caminho do trabalho duas vezes. Não adiantava pedir informações, porque e eu não era capaz de entender uma só palavra. Havia um motorista de ônibus que era turco. Ele dizia que podia falar cinco línguas: alemão, e outras quatro línguas árabes, nada de Inglês, mas mesmo assim foi ele quem me ajudou ás duas vezes.
Fui morar com uma senhora alemã, mas não deu muito certo, porque ela não gostava da ideia de alguém tomando banho todo dia quando chegava tarde do trabalho...
Perdi a conta de quantas vezes me apavorei na estação de trem.
Conheci pessoas novas.
Sai chorando da prefeitura por não conseguir resolver problemas de documentação.
Aprendi a me agasalhar.
Fui fazer aulas de alemão, de esqui, de aeróbica, de canto...
Experimentei todos os tipos de chocolate, salsicha, massas, restaurantes e mais restaurantes.
Sofri por saudades...
Amei ver as tulipas florescendo. (na primavera, é claro)
E os dias longos de verão... Ah, é tão bom...
Comprei um piano elétrico para não perder a prática, mas também tintas acrílicas para aprender algo novo.
Viagens e mais viagens.
Criar laços, romper laços.
Aprendi a falar, aprendi a ficar quieta, aprendi a escrever.
Passei por momentos de abraçar e por momentos de me afastar.
Mas em todos estes momentos, Ele sempre estava lá...
Foi um caminho longo até aqui, mas ainda não é o fim.


Isso não é efeito da lente, os prédios são curvados mesmo...

Descobertas...

Bastam 3 dias repousando em casa e eu descubro que minha vizinha de baixo faz canto lírico...

Porque assistir TV?

24 de novembro de 2011

Sempre algo a aprender

Já faz quase um mês que estou de "casa nova". Apesar de todo o incômodo que uma mudança pode trazer (principalmente quando não é muito desejada), ela também me trouxe de surpresa várias lições de vida. Uma delas veio ao meu encontro essa semana durante o jantar. Um dos meus novos companheiros de república (somos em quatro dessa vez), um rapaz simpático, bonito e inteligente, sofreu um acidente e fraturou uma das vértebras da coluna há quatro anos atrás. Como consequência disso, ele perdeu boa parte da mobilidade do lado esquerdo. E eu, a mais distraída das criaturas, apesar de conversar com ele todos os dias, nunca havia notado algo de diferente até aquela noite. Ele chegou em casa com uma abóbora e disse que faria uma sopa. Limpou o grande vegetal, colocou-o na mesa sobre uma tábua, começou a cortá-lo em pedaços e a raspar as sementes. Tudo isso com apenas uma das mãos. Foi apenas neste instante que percebi, que o seu outro braço, visivelmente mais magro, sempre repousara com a mão no bolso. A partir desse momento, senti um grande incômodo, ao vê-lo passar por tanta dificuldade apenas para preparar seu jantar. Dentro de mim havia um impulso que queria ajudá-lo, pois eu era capaz realizar aquela tarefa com muito mais facilidade. Porém me contive e fiquei observando. Ele estava na verdade muito feliz em poder preparar seu próprio alimento. Cada facada era seguida de um sorriso, com um ar de "sim eu consigo". Aquele momento era desfrutado. Enquanto cortava, ele contava sobre como gostava de cozinhar e de se alimentar de maneira saudável. Percebi que a melhor forma de ajudar era apenas ficar ali quietinha, ouvindo. Ele preparou a sopa, com gengibre e ervas, convidou-me a experimentar e eu pude ver que seu rosto reluzia satisfação. Na verdade aquela sopa estava deliciosa não apenas devido aos temperos utilizados, mas ela tinha o sabor especial da superação dos obstáculos. Esse sabor único só pode ser experimentado por aqueles que se esforçam, por aqueles que buscam, que não se deixam vencer pelas situações. 

E tem dia que agente fica com preguiça de cozinhar, heim...

23 de novembro de 2011

Conversa de elevador

varia de um idioma para o outro...

O que acontece se dois conhecidos brasileiros se encontram no elevador? 
- Opa! Quanto tempo nao te vejo por aqui. Tudo bem com voce?
- Oi, eu estava viajando, mas está tudo bem sim, e voce?
- Tudo ótimo, gracas a Deus. E a família? Vai bem? 
- Tudo bem, as criancas crescendo, uma beleza. 
- Precisamos nos encontrar para colocar o papo em dia. 
- É mesmo, vamos marcar um dia um churrasquinho lá em casa um dia.
- Vamos sim! Que boa idéia. Qualquer dia agente marca entao. 
- Tudo de bom para voce!
- Tudo de bom para voce também. 
O elevador chega no andar, mas eles seguram a porta aberta para poderem se despedir direito. 

O que acontece se dois conhecidos americanos se encontram no elevador? 
- Hi!
- Hello!
- How are you?
- I'm fine, thanks. And you?
- I'm fine too. 
- So, have a nice day. See you
- Thanks, you too. 
A conversa dura apenas o tempo necessário para o elevador chegar no andar certo. Afinal, time is money

O que acontece quando dois conhecidos alemaes se encontram no elevador?
- Guten Tag. 
- Hallo, guten Tag. 
E um instante de silencio domina o pequeno espaco enquanto os olhos de ambos vagam pelo chao, até o momento em que o elevador chega a seu destino. 
- Tschüss!
- Tschau!

22 de novembro de 2011

Hillsong pela terceira vez é melhor ainda

Take take take it all


Desisti de tentar fazer um vídeo bom, levei minha boa e velha companheira câmera compacta cor-de-rosa e nenhum segurança me incomodou dessa vez.
show culto do Hillsong nesse domingo foi muito bom. Além dos sucessos tocados, a ministra Darlen
e Zschech convidou á frente todos aqueles que também participam de um ministério de louvor, e ressaltou a importância do projeto “compassion”. Para quem não conhece:

http://www.compassion-de.org/

O Hillsong oferece apoio integral a esse ministério, que se concentra em retirar crianças da miséria em países subdesenvolvidos (incluindo Brasil).



21 de novembro de 2011

Switchfoot ==> eu fui

We are Switchfoot from USA, California!

No geral, me considero uma pessoa calma, mas são poucas as coisas que me deixam nervosa. Quando alguém implica com a minha câmera, isso sim me tira do sério. Foi dessa forma no show da Brook Fraiser em Köln, assim como nesse final de semana no show da banda Switchfoot in Manheim. Já tentei esconder a minha câmera de todas as formas, dentro da toca, entre o cachecol, no fundo da mochila, mas eles sempre me pegaram. A conversa com o segurança segue mais ou menos assim: 

-
 Nada de reportagem, não é permitido o uso de equipamento profissional neste local, são as regras da casa, Senhora. 
- Equipamento profissional? Onde você esta vendo equipamento profissional? Olha a objetiva nem é intercambiável, esse flash é embutido, uma porcaria. Você é que está enganado.
- São regras da casa, Senhora.
- Eu tenho direito de tirar uma foto, eu paguei o ingresso. 
- São regras da casa, Senhora!

Ai, o papagaio do meu vizinho tem um vocabulário mais amplo que esses seguranças... Mas sempre que acaba o show que eu preciso voltar no carro para guardar a câmera e, ao invés de filmagem em full HD, eu uso apenas o celular para ter alguma recordação... 
Pelo filminho, o som ficou indistinguível, mas o show ao vivo foi muito bom. O vocalista, muito simpático, passeou no meio do público e apertou a mão de várias pessoas. 








There are only  a few things which can drive me crazy. If you have a problem that I have a camera is one example. And it is just like that in every concert I go. I have already tried to hide my camera in many ways, but it never works... In the end, despite of a full HD record, I have only a cellphone movie. But the concert was nice anyway. 

20 de novembro de 2011

Parabéns para Mamae!

Mamy, saudades muitas!
Te amo muito! Queria poder estar ai para te dar um abraço...

Que Deus te abençoe por muitos e muitos mais anos de vida!












Linda tarde de outono

Tem dias que me sinto como no desenho do ursinho Pooh...


"Esse vento carregando folhas pálidas,
Balançando galhos secos,
E por isso eu vou dizer que esse dia não vai ter sol,
Não vai...”


O drama do domingo pela manha...

Aconteceu esta manha, que eu acordei e meu animo de ir a igreja era inferior a temperatura lá fora (3oC). A minha caminha estava tão confortável, meu quarto tão quentinho... Então me sentei e orei: Senhor, não vou á igreja hoje, mas vou ficar aqui em casa contigo. Quero que tu fales comigo, eu vou abrir a minha bíblia, dê-me entendimento.
Daí eu abri a bíblia e minha leitura progressiva deveria começaar hoje pelo Cap 10 do livro de Hebreus. E lá pelo final do capítulo, no versículo 25 dizia assim:

Não deixemos de reunir-nos como igreja, segundo o costume de alguns, mas encorajemo-nos uns aos outros, ainda mais quando vocês vêem que se aproxima o Dia. 
Hebreus 10:25


Bom, Senhor, já entendi o recado. Vou trocar de roupa para nao me atrasar...  

19 de novembro de 2011

Verdades e Mentiras sobre o povo da Alemanha

1. Eles comem salsicha todo dia = MENTIRA
Na verdade, a maioria dos alemães tem uma alimentação bem balanceada, incluindo muitos legumes e vegetais. Mas eles também passam pelo McDonalds, comida chinesa, pizza e  döner.


2. Na Alemanha todo mundo é loiro de olho azul = MENTIRA
A quantidade de imigrantes atualmente residente na Alemanha é incrível. Especialmente na minha cidade, o centro parece uma torre de babel, ao andar pelas ruas se escuta chinês, indiano, árabe...


3. É tudo muito organizadinho = VERDADE
E com o passar do tempo agente se acostuma tanto com essa organização que se torna difícil imaginar viver novamente sem ela.


4. As pessoas mantém uma certa distância = VERDADE
O alemão demora mais para "pegar amizade", é como se fosse preciso mostrar algum tipo de prova (confiança), antes que eles realmente confiem em você. Falar perto, abraçar e beijo no rosto pode ser gestos mal interpretados, principalmente entre colegas de trabalho. Tudo é resolvido no aperto de mão, mesmo em aniversários, natal, etc.


5. É frio de mais = VERDADE
Mas não se passa tanto frio quando se usa as roupas certas. Dentro de casa tem aquecedor, endredons de pena, bolsa de água quente... Existem muitos meios de se manter quentinho.


6. Nao tem as coisas que tem no Brasil = MENTIRA
Atualmente, pode-se encontrar praticamente de tudo nos mercados. O que não se encontra nas lojas, pode ser comprado pela internet, em sites especiais de importacao, a precos bem acessíceis (já mencionado em um post anterior).


7. Brasileiros são bem vindos = VERDADE

Até hoje já encontrei pessoas que tenham preconceitos com relação a chineses, turcos, árabes em geral, indianos, africanos, mas não encontrei alguém que dissesse: “Eu não gosto dos brasileiros”.

É difícil eu gostar de samba, mas desse eu gostei...



Samba is not my favorite style, but this song I like...

Meu piano de calda

Montei pecinha por pecinha...
Obrigada pelo presente, BB...

I made it piece by piece,
thanks for the gift, bro

O solzinho tímido

resolveu me dar um sorriso, alegrando a minha vista.
The shy sun decided to give me a smile.


Não sei porque tanta vergonha da parte dele, já somos conhecidos de tantos anos...
I do not know why it was so ashamed, once we already know each other since so long...


Na verdade, me lembro de ter crescido ao seu lado.
Actually, I was growed with him. 

Embora antes eu nem notasse a sua presença.
Even I haven't noticed he was there.


Algumas coisas conhecemos melhor quando estamos longe delas. 
O sol, por exemplo.
Some things we know better when we are away from them.
The sun, for example. 


Amo a sacada do meu quarto :)

17 de novembro de 2011

Indo para o trabalho

Eu nao sabia que o sol era tímido. Quando peguei a camera, ele se escondeu...

15 de novembro de 2011

Curso Básico de Alemao Técnico

Alemão e Inglês são duas línguas muito parecidas. O vocabulário técnico é ainda mais fácil. É por isso que com um bom Inglês, ninguém tem problemas para seguir uma palestra de alemão dentro do seu campo de estudo. Alguns exemplos logo abaixo:


Português
Inglês
Alemão
Velocidade
Velocity
Geschwindgkeit
Pressão
Pressure
Druck
Solução
Solution
Lösung
Força
Force
Kraft
Escoamento
Flow
Strömung
Preparo
Preparing
Vorbereitung


Fácil assim. Nem é preciso estudar Alemão, os termos são tão parecidos que no dia-a-dia se aprende automaticamente (por osmose)...
(isso foi o que me falaram antes de eu vir para cá...)

13 de novembro de 2011

Quando eu me mudo...

Quem já passou por uma mudança sabe disso.
E quem já passou por sete mudanças em apenas um ano sabe muito bem que mudar dá trabalho.
Não existe um ser humano que venha contestar com Newton e sua lei da Inércia nessas horas.
Em um domingo de manhã, com todas as minhas coisas esparramadas pelo apartamento, que além de arrumação também carece de uma boa faxina, eu considerava se deveria ou não ir à igreja.
Mas vencida por um sentimento meio que de culpa, lá fui eu, e pelo caminho ia cheia de minhas murmurações mentais.
A interminável lista de afazeres vagava em meus pensamentos entre os cânticos e manter a atenção parecia uma tarefa árdua naquela manhã.
Pelo fato de serem as palavras todas em uma língua que nao são minhas, a taxa de concentração necessita ser ainda mais alta.
Mas o engraçado sobre frequêntar um culto em alemão é que eu muitas vezes não entendo a maior parte do que é dito lá. Porém as poucas frases que me fazem algum sentido essas realmente falam ao meu coração. Acho que isso é uma espécie de pequeno milagre.
E fui tocada nessa manha durante a mensagem missionária, enquanto o pastor de jovens contava sobre pessoas que acreditavam em algo a ponto de sofrerem perseguições ou até morrer por esta causa, pela causa do nome de Jesus.
Que grande vergonha eu senti naquele momento. Eu lá sentada, toda confortável, com minhas roupas quentinhas, e achando ruim ter que arrumar minhas próprias coisas quando chegasse em casa. Enquanto isso outros irmãos em terras distantes precisam se mudar de um canto a outro, não para ficar mais perto do trabalho, ou por achar um apartamento com vista melhor, mas eles fogem para salvar a própria vida.
Sei que é um tipo de contraste apelativo, mas na maioria do tempo eu não penso sobre isso. Acredito que a maioria das pessoas também não. Talvez vivamos dentro de nossa cúpula existencial e tudo o que nos ameaça tirar o conforto é simplesmente empurrado para fora dela. Ou talvez não exatamente para fora, mas para aquele cantinho perto da borda, onde não olhamos com muita frequência.
O fato é que, enquanto eu estou aqui perdendo tempo na internet, outros lutam para poder anunciar o evangelho e ainda se manterem vivos. Outros ainda oram por aqueles. E eu não faço nada.
E com relação a mudanças, quando eu me mudo pelo que chamo de necessidade, ainda assim a minha necessidade não é tão grande quanto a deles.
Por isso eu gostaria de deixar aqui o link do ministério portas abertas. Vale à pena conferir esse tipo de trabalho.
http://www.portasabertas.org.br/

Todos nós precisamos nos estabelecer. Ter uma casa e conforto nos dá uma espécie de segurança. Porém a preocupação excessiva com isso pode, por vezes, nos afastar da compreensão de que a nossa segurança está na verdade naquele em quem temos crido.
I'm sorry; I am not going to translate it all tonight... But you can better have a look here:

http://www.opendoors-de.org/

12 de novembro de 2011

Algo além de um céu cinzento

Eu nunca havia entendido a importância de "que dia bonito"
I had never completely understood the meaning of  "what a beautiful day"


Até o dia em que meus dias não eram tão bonitos mais...
until the day my days were not so beautiful anymore...


Na verdade, é dificil perceber o valor de algo que está sempre ali.
Actually, it is hard to realize how important something is, when this is always there.


Entao tive que aprender a ver a beleza em suas outras formas.
So I had to learn that the beauty can be presented in other ways. 



Dessa forma o dia pode ser belo, mesmo debaixo de um céu cinzento.
That is the way there can be a beautiful day, even under a grey sky. 

O motivo do desaparecimento

Just missing the blue skies...

Amo postar. Porem, por esses dias, me faltou a calma necessária para que pudesse escrever algo. A porção de saudade combinada com o céu cinzento do outono e mais uma grande quantidade de trabalho para fazer não foi a combinação mais inspiradora que já tive...

Saudades do céu azul...

Veículo típicamente nacional

Ainda nos dias em que estávamos no Brasil, pegamos o carro e saímos para passear pelas cidadezinhas, então fomos surpreendidos por um caminhãozinho desses que só se encontra no interior. O veículo, uma espécie de Frankstein das caminhonetes, é de confecção "caseira", com motor feito de bomba d'água, assentos de pneu, painel de chapas, etc... Consequêntemente, também não possui nenhum registro, placa ou identificação.

By the time we were still in Brazil, one day we were surprised by some special little truck - on  the photo below. The vehicle is a kind of Frankstein's car, buit with parts of other things. Its engine is made of a hause  water pump, the seats are made of truck tires, and so on... Obviously, this thing has no registration or even identification. 


5 de novembro de 2011

3 de novembro de 2011

A mais nova teologia


Cansada de ouvir tantos absurdos por aí, resolvi criar a minha própria versão do evangelho. A mais nova corrente teológica.
Então escolhi cuidadosamente alguns versículos do novo testamento, textos que podiam ser facilmente interpretados de maneira a justificar minhas ideias divinamente inspiradas. Alguns rituais do velho testamento também foram incorporados, por serem bastante simbólicos, podem ser associados com conceitos bastante atuais. Surpreendentemente, não tive muito trabalho com isso. Não precisei passar horas estudando as origens das escrituras no grego e latim, muito menos abri um livro histórico para pesquisar os contextos da época. Apenas utilizei um pouco de argumentação e interpretação sobre os textos bíblicos. Criei então um evangelho bastante simples, bem fácil de ser memorizado e difundido. Para melhorá-lo ainda mais, acrescentei alguns conceitos de psicanálise e frases de auto-ajuda, de forma que as pessoas pudessem se sentir bem quando ouvissem a minha pregação. Ora, é difícil que alguém dê valor a um discurso que lhe diz coisas desagradáveis, por isso recheei a minha teologia com promessas de bem estar e prosperidade. Houve logo de inicio uma boa aceitação por parte dos meus ouvintes, principalmente nas áreas de populações extremamente carentes. Essas pessoas humildemente aceitavam as novas ideias e gostavam muito de acreditar que todas as suas necessidades poderiam ser supridas de um modo sobrenatural. Pensei então em escrever um livro sobre o assunto. Seria melhor se o tal livro fosse escrito lá nos Estados Unidos, e não fosse assinado por alguém de sobrenome "da Silva". Pareceu-me que as coisas que vem de fora são mais confiáveis, mais "abençoadas", como se quanto mais longe, mais perto do céu. O que começou como algo sem grandes pretensões se tornou grande. E logo eu tive que aprender a lidar com isso. Claro que no meu livro constavam instruções para aqueles que gostariam de incorporar a minha teologia em seus ministérios. Era uma teologia tão boa, que as igrejas em pouco tempo se enchiam de pessoas. Isso sim era benção! Pessoas e mais pessoas! Mas, por um motivo que não entendi, parece que a curva de crescimento começou a se estabilizar. Depois de alguns anos, parece que as pessoas começaram a perder a fé. A igreja que antes era formada por um pequeno povo que amava a Deus, agora abrigava uma grande classe de pessoas imaturas, algumas muito exigentes, outras cheias de razões e outras com suas fortes opiniões. Essas pessoas começaram a ter problemas para simplesmente frequêntarem o mesmo lugar juntas e até mesmo precisavam ser lembradas de qual era o propósito daquelas reuniões. Eu fiquei a pensar e não consegui compreender: Eu tinha a melhor das intenções, onde foi que eu errei?

*** O texto é meramente uma história fictícia criada para ilustrar uma situação generalizada que ocorre na igreja nos dias de hoje. Não faço referencia a nenhuma denominação ou movimento em especial, mas apenas apresento um alerta para que prestemos atenção no que tem sido realmente a nossa motivação.

2 de novembro de 2011

Memories...



Saudades de quando cantávamos essa canção no coral em Halifax (Canadá)...

De volta a Narnia...

16:00 Ir para o aeroporto em Natal
19:00 Deveríamos decolar, mas o avião esta atrasado...
20:00 ZzZzZzZ
21:00 Ainda esperando o voo...
00:00 Decolando
06:00 Chegando no hotel em Guarulhos
07:00 Tentando dormir
10:30 Desistindo de tentar dormir
12:00 Almoçando
13:00 Preparando para ir ao aeroporto de novo
17:00 Tomando um chocolate quente McCafé do aeroporto
19:00 Embarcando
22:00 Cadê o rango?
02:00 Tentando dormir de novo
10:30 De volta a Frankfurt... Super cansada...

1 de novembro de 2011

O mar e eu novamente

Oi, você por aqui também! Temos nos visto com mais frequência ultimamente. É sempre bom te encontrar. Mesmo nessas idas e vindas, maré alta, maré baixa, são muitas as nossas memórias. Porém agora preciso ir embora e não sei quando nos veremos novamente. Fica aqui o meu adeus, e a sua voz eu levo como lembrança...