Veja também:

12 de janeiro de 2013

Somente para imigrantes

Porque em algum ponto se descobre que nao é possível viver por muito tempo no mundo alien... 

É preciso escolher um lugar para se chamar de casa.
Ou se pertence aqui, ou se pertence lá.
Minhas pequenas pernas nao alcançam as duas margens do oceano.
Tentar manter um pé em cada  lado é bastante desconfortável.

O provisório chega a ser irritante.
As asas se cansam porque uma grande quantidade de dias se torna mais pesada...

Raízes pelo contrário, são tão confortáveis...
Cedo ou tarde, se fazem necessárias.

A escolha se tornou então uma obrigação.
Talvez, se nao fosse assim, tudo continuaria por um fluxo permanentemente indefinido...
Mas essa escolha é também um processo de perdas,
envolve a liberação daquilo que nao nos pertence de verdade.

Então, se nao é mais meu,
que se vá embora e viva feliz no meu passado.
Quem sabe um dia nos encontraremos novamente...
Até lá, teremos muitas histórias novas para trocar.
Porque hoje já me decidi viver onde está o meu presente.
Ele acontece agora e bem aqui.

33 comentários:

  1. Oi Anna, este post me parece metafórico...

    Mas hoje mesmo estive pensando na necessidade que temos de nos aventurarmos e, ao mesmo tempo, de sentirmos a segurança do nosso próprio 'chão'. Diante desse conflito de sentimentos, sentimo-nos 'desprotegidos'.

    Lembrei do "ET phone home";-)

    Abração
    Jan

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Oi Jan,

      esse é mesmo um conflito... aventura e falta de protecao, um dilema constante.

      bjsss

      Excluir
  2. Quando não temos domínio sobre a certeza, as escolhas se tornam obrigação, do contrário, acontece e a gente não pode mudar o resultado. Gostei da reflexão, Engenheira! beijos e tenha um lindo final de semana.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Oi Barbie,

      obrigada!

      um bom final de semana para voce também!
      bjsss

      Excluir
  3. Já fui estudante internacional, imigrante e expatriada. Tudo muito diferente, dentro de uma realidade única: você não está na sua casa. Apesar dessa ser a sua casa!

    ResponderExcluir
  4. Eh verdade a gente sempre precisa de um lugar pra chamar de casa, e sabe o que é bom nisso?
    Sempre podemos voltar pra casa, por que ela é nossa.
    um bjao grande

    ResponderExcluir
  5. bom pra refletir... estou num periodo que chamo de "em cima do muro"
    nem estou totalmente adaptada aqui mas já desadaptei tbm do brasil... num momento assim "sem casa"

    bjos e feliz 2013 atrasado :)

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. é Ingrid, é a fase Alien...
      rsrsrs
      agente nao se sente parte de lugar nenhum nessa Terra...
      bjsss

      Excluir
  6. Uma bela reflexão, Débora!
    Por muito tempo eu vivi o dilema de estar com um pé na America e outro na Europa... Vivi dividida entre a saudade e a oportunidade. Acabei voltando para onde as raízes estão fincadas e apesar de me sentir feliz aqui no Brasil, lembro-me frequentemente da Europa... O que a gente viveu, vive dentro da gente. Boa sorte com sua escolha!
    Beijo
    Márcia

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. saudade x oportunidade
      é bem mesmo essa a questao, Márcia...
      bjsss

      Excluir
  7. Acho que todo imigrante passa por este momento... mas fica tranquila. O seu coração vai te guiar para a sua verdadeira casa. Seja onde for. O conselho apenas que lhe dou é quando encontrar a sua casa, fique feliz com a sua escolha. Sempre haverão perdas e ganhos, mas o que nos deixará feliz é viver em paz e com alegria onde escolhemos viver.

    ResponderExcluir
  8. Todo mundo passou ou passa por exatamente tudo que está relatado nesse texto.
    E esses dilemas vão, mas sempre voltam. Essa é a vida de ex-patriada. Viver um pouco em conflito consigo, com outra cultura, com a própia cultura e achar um lugar onde possa chamar de casa.
    Importante é quando achamos mesmo a nossa casa, seja ela onde for, que tenhamos paz e aproveitemos o melhor que a vida pode dar no país que escolhemos ou fomos escolhidas para viver.

    Beijos

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Oiii
      ai é mesmo, acho que esse dilema é um dilema eterno, viu...
      bjsss

      Excluir
  9. Viver em outro pais as vezes e dificil ne?! Me identifiquei bastante nesse texto porque tem epocas que me sinto assim, uma pessoa com uma casa e uma vida que parecem fora do contexto e lugar. Mas esses sentimentos saudosos fazem parte da rotina e acho ate natural vez por outra se sentir assim, mas o importante nao e o lugar em si mas sim "nos mesmos", porque nossa casa e onde nos sentimos bem seja la em qual parte do mundo nos enfiamos, o jeito talvez seja tentar ver e se concentrar nas coisas boas que a escolha de morar fora trouxeram e nao deixar os dias saudosos tirar a alegria da nossa vida. Melhoras para voce por ai e tomara que em breve essa saudade amenize =)
    Beijinhos

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Oi Monique
      obrigada!
      sim, acho que tudo isso é parte da adaptacao.. e a vida inteira é feita de escolhas. Nao se pode ter o melhor de todos os mundos...
      bjsss

      Excluir
  10. Nossa Debora que coisa mais doida, hohe estava muito chateada aqui... e fui ler os blogs que gosto e deparei com seu texto, acredito que esses são so sinais de Deus, simplesmente de certa forma voc6e me respondeu algumas indagações que estão me deixando triste... Olha Obrigada, mesmo sem voc6e entender nada... saiba que vc hoje me fez muito bem.... então Obrigada! beijossss

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Poxa Ana, nao fica assim nao... quando precisar conversar da um alo pelo chat do face...
      ah, eu ainda estou planejando uma passadinha por Dresden, viu!
      bom final de semana pra vc
      bjsss

      Excluir
  11. perfeito isso..das raízes. acho que um dos mais belos textos e reflexões que já li no blog! gostei muito e me fez pensar tambem.. como é bom ter um "cantinho"! apesar de ser mt legal conhecer lugares, viver aventuras..nada como um lar. bjo

    ResponderExcluir
  12. Me vejo nesse texto durante certas fases da minha adaptação.No final a escolha se faz necessária e obrigatória, mas principalmente ela precisa ser aquela escolha que traz paz para o presente e o futuro, que estão adiante de nós.

    Lindo texto!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Oi Gisley,

      sim, em um certo ponto tomar uma decisao nao é mais parte da diversao...
      bjsss

      Excluir
  13. Eu nao me sinto nem la, nem daqui... nao me sinto parte de nenhum lugar... estou esperando essa balança pender para algum dos lados.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. hehe
      e será que algum dia a balanca se decide??

      bjsss

      Excluir
  14. Oi Anna!!!

    Lindo o poema.

    Sino um pouco dessa inquietação, sabe? Por conta de trabalho do meu marido, vivemos mudando de cidade. Concluir minha faculdade foi uma loucura. E sinto falta da minha casa em Recife. E tenho raiva de pagar aluguel. E bate saudade da família e amigos que ficaram. Mesmo vivendo a parte positiva da história, vez outra bate a vontade de fincar raízes num lugar.

    Amei sua postagem.

    Olha, tem sorteio lá no blog.

    Beijos

    Selma

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Oi Selma,
      obrigada!
      Estou indo lá no seu blog conferir o sorteio!
      bjsss

      Excluir
  15. cade vc menina sumida que nao posta mais? saudades dos seus posts!
    bom fds pra vc viu :)

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Oi Ingrid,

      to sumida mesmo.. período de introspeccao...
      mas eu volto...
      sempre volto...
      bom fds pra vc tbm!
      bjsss

      Excluir
  16. muito bom!

    lindo seu texto, ohne Wörter =)

    ResponderExcluir
  17. Estou na Suécia há quatro anos e ainda tenho um pé em cada país. Revejo-me muito neste poema, também tenho saudades de ter raízes... Beijos!

    ResponderExcluir

me presenteie com um sorriso, comente!